Intuição

Intuição

“They want me to be steady like the river.  

But the river is not steady at all”.

São vários os exemplos de mulheres-coragem que a Disney nos deu.

São várias as histórias que nos ilustraram como o poder da verdade, da persistência e da bravura podem conquistar o mundo.

A Pocahontas lembra-me, que tal como ela, a minha criança interior é instável como um rio, não obedece ao que não concorda, é incansável, que é fiel ao que sente e que acredita em todos os sonhos do mundo. Sempre a admirei muito, queria muito ser como ela e também andar descalça e rodeada de animais, às vezes sentada na praia e descalça nos jardins ainda sinto a Pocahontas um bocadinho em mim.

Muitas vezes é urgente dizer que não, seguir o que o coração nos diz, saber sair sem magoar, saber dizer adeus sem olhar para trás. Na realidade, as princesas da Disney tinham todas elas uma personalidade vincada, todas elas eram mulheres que sabiam o que queriam e o que não queriam e, como na vida real, cada uma delas mostrava características de força de maneiras diferentes.

Quando falamos sobre a Pocahontas é automático falar também na Grandmother Willow. Gosto de pensar que existe uma Grandmother Willow dentro de todos nós – a voz que nos fala sobre todas as nuvens estranhas que podem ser o presságio de um novo mundo. De facto, um dos melhores conselhos do mundo foi-me dado há muitos anos pela Grandmother Willow: Ouve o coração e vais entender.

No mundo das pessoas grandes a Grandmother Willow chama-se Intuição. Afinal, no mundo das pessoas grandes as árvores não falam. A intuição não é mais do que parar para reflectir, interpetar os sinais que a vida e o nosso corpo nos dão e depois pedir a nós próprios uma grande dose confiança na sabedoria da vida.

Reparo muitas vezes na sabedoria da natureza e acredito que a intuição das àrvores e das flores nos podem ensinar muito. Elas sabem quando é tempo de florir, quando é tempo de deixar ir embora as folhas velhas ou quando é tempo de repousar até poder florir outra vez. Quando digo que as plantas são a nossa melhor companhia é de coração, elas mostram-nos como é que se faz, e tão mais bonito mostrar como é que se faz em vez de falar.

Elas não nos dizem: “Eu sou sábia, por isso ouve-me” ou “Faz assim e assim e mais assim”, elas mostram-nos.

Na era do falar é fácil, não há nada mais generoso que mostrar só como é que se faz.

PS: A banda sonora da Pocahontas trasnporta-me sempre para o mundo melhor.

Ouçam, ouçam ouçam.