Meditação

Meditação

Meditação | s. f. | s. f. pl.

substantivo feminino

  1. Acto de meditar.
  2. Reflexão.
  3. Contemplação mental.

Meditação? No teu jardim.

Não é mais que estar presente e que respirar com o corpo todo, é isto a meditação.

Desmitificar a meditação não é desvalorizá-la, muito pelo contrário. Ao desmitificá-la mostramos que não é uma prática para os mais iluminados. A respiração e o nosso corpo são na realidade as únicas coisas que nos acompanham ao longo de toda a nossa vida, estão sempre lá à espera que nos conectemos.

Estranho é dizer que a meditação, o yoga e outras práticas espirituais são apenas praticadas por mestres gurus budistas enclausurados num templo asiático em busca da explicação do mistério da vida.

É  também estranho também dizer que: “Essas pessoas vão ali alinhar os chakras”, como ouvimos tantas vezes.  Minorizar o poder da respiração consciente é tirar a hipótese de explorar com profundidade. Quando temos medo de explorar não nos entregamos. Sem entrega, nada cresce.

O yin yang, o mindfullness, os asanas são palavras que podem assustar o público mais céptico  – É importante democratizar as palavras e a meditação. No fundo, todas elas tem um propósito maior – a crença que se todos nós estivéssemos  mais focados em estar alinhados com o que nos rodeia o mundo seria, certamente, um lugar melhor.

Além de democratizar a meditação, é importante revelar o que é que ela faz por nós. A meditação não faz com que alguém chegue ao Nirvana, não promete que alguém vá ser a melhor pessoa do mundo todos os dias, muito provavelmente a ansiedade não irá desaparecer para sempre. A meditação ensina-nos a estar presentes, com treino levamos isso para a vida toda e para todos os momentos.

A meditação é para todos. Para os que comem caril de quinoa com o mesmo gosto que comem um bife. Para os que praticam yoga de manhã e dançam tecnho até às 6 da manhã. Para os que ouvem música clássica e choram com uma balada pop americanizada. Para os que dançam da salsa ao afro-house. Para os que trabalham das 9 ás 18, ou não. Para os que passeiam em centros comerciais aos sabádos e na praia descalços ao domingos.

A isto não se chama incoerência, chama-se ser real. Ninguém é só uma coisa, é isso que nos faz de nós seres humanos incríveis – mudamos todos os dias, elaboramos ideias diferentes, invertemos rotas e mudamos de perspectivas, e é tão bom que seja assim.

Todos os Domingos iremos fazer dos jardins de Lisboa os nossos jardins.

Sabe tudo aqui e vem.