O amor que liberta

O amor que liberta

Just like moons and like suns,

With the certainty of tides,

Just like hopes springing high,

Still I’ll rise. – Maya Angelou

 

Sabem aquelas pessoas que não conhecemos mas pelas quais temos uma admiração profunda?

A Maya Angelou é uma dessas pessoas.

A Maya Angelou foi uma mulher-poder-coração e a cara de muitas lutas. Foi uma das caras da luta contra o Apartheid nos Estados Unidos, foi a cara da luta feminista nos anos 60, e será para sempre a cara da ideia de self made woman da liberdade de expressão.

Ao mesmo tempo que lutava pelos seus direitos e dos seus antepassados, mantinha uma sensibilidade e uma ternura fora do normal, não lhe era preciso aceder à agressividade para ser ouvida, falar a linguagem do coração bastava-lhe para se fazer ouvir.

A Maya Angelou gostava sempre de falar em Amor, falava em amor em todas as suas formas. Num dos documentários sobre a sua vida, Maya afirmou que o Amor quando é Amor tem o poder infinito de nos libertar.

 Como filha, sei que fazer aquilo que nos apetece pode ser uma aflição sem fim  para os meus pais, deve ser realmente difícil como mãe deixar um filho cometer erros. A Maya foi mãe aos 19 anos, vivia em casa da mãe e decidiu viver sozinha assim que soube que esperava uma nova vida dentro dela. Como devem calcular, nos anos 60  não era nada fácil ser negra, solteira, grávida e ainda por cima desempregada. Mesmo assim esta mulher-coração decidiu levar esta gravidez para a frente e lutar para que esta criança fosse feliz. Isto foi o que a mãe da Maya lhe disse quando ela decidiu sair de casa: “Remeber this when you step over my door seal you ve been raised. You know the difference between right and wrong. Do right, dont let anobody raise you and make you change. And remember this, you can always come home”.

Como mulher de força que era, Maya enfrentou o mundo sozinha e um tempo depois voltou para casa. Nunca, por nenhuma vez a sua mãe lhe disse: “I told you so”. Lembro-me tantas vezes deste exemplo de equilíbrio entre amor e liberdade,  o jogo de entregar amor sem sufocar, de libertar de maneira gentil e leve emociona-me sempre, o amor tem esse poder, liberta-nos para ser melhores mas nunca nos julga se tivermos que voltar.

O poder do amor é sempre, sempre, libertador.