O meu mar e o teu medo de ondas

O meu mar e o teu medo de ondas

Sinto todos os dias que a nossa vida podia ter sido diferente.

Queria poder dizer que amavas ver me livre, queria ter poder ter dito que me tinhas sabido a ensinar a amar, levemente, sem cobranças, sem sufocar e sem medo, tal e qual como me ensinaste a andar.

Queria agarrar-te levar-te a ver o mar e de mãos dadas prometer que seríamos sempre felizes, mas tu não gostas de ver o mar como eu gosto de ver o mar. Queria dizer-te e partilhar contigo o quanto eu que quero conhecer o mundo, queria que acompanhasses todas as minhas aventuras de perto, mas tu não queres ver o mundo como eu quero ver o mundo. Queria saber dizer mais vezes que não tenho medo, medo da vida, das pessoas e do mundo, mas tu tens mais medo que eu. 

Nunca vais deixar de ser o meu ponto de luz e o meu farol em dias nublados, por isso, quero dizer te que o mar vai estar sempre lá, e eu vou estar sempre aqui até ao dia que não tenhas medo de ver as ondas, porque eu vou estar sempre aqui à espera do dia em que te mostro como a vida é mais bonita à beira-mar de mãos dadas e de pés descalços.