Respeitar

Respeitar

Acredito muito pouco no conceito Levo-me-tão-a-sério. Para mim, levar me a sério é não levar tudo tão a sério e saber o que ouvir o que eu quero com o coração todo. Pode ser imaturidade ou não, até pode ser, ainda não sei.

Num mundo que exige mundos e fundos de nós será sempre o desafio de uma vida inteira, ou até mais do que uma, respeitar a nossa vontade, aquelas vontades que nos invadem e que se expressam no coração, é preciso cuidado para não deixar que essas vontades sejam abafadas pelo ruído de uma sociedade não tão sã assim.

Sou completamente apaixonada pelas manhãs, por aquela energia única e sempre irrepetível do despertar de novo, do poder começar tudo outra vez ou de repetir tudo outra vez. Se há coisa que me deixa sempre de coração cheio é acordar de manhã, beber café fresco, ler e poder ficar.

A propósito de manhãs, no outro dia ouvi alguém comparar as pessoas aos nasceres do sol.

Todos os nasceres do sol são bonitos, todos os nasceres so sol enchem a alma de quem os observa, todos os nasceres do sol são diferentes – seja pela cor que emanam ou pela intensidade com que brilham. Nunca ninguém pensou em mudar um nascer do sol, nunca ninguém almejou poder alterá-lo, esteja ele mais luminoso ou mais nublado.

Também para mim, cada pessoa é um nascer do sol. Respeito cada pessoa em toda a sua forma, tal como respeito um nascer do sol – brilhando com mais ou menos intensidade,  emanando mais ou menos calor.

Numa sociedade não assim tão sã, levar a sério a vontade de quem vive à nossa volta é meio caminho andando para uma sociedade mais luminosa.